
quinta-feira, 19 de março de 2015
domingo, 2 de novembro de 2014
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Antónia Conceição Reboredo
“Esqueci-me de dizer isto”,por Antónia Conceição Reboredo
Antónia Conceição Reboredo, do Pombal, foi uma das pessoas entrevistadas para o projecto “Gentes de Alfândega”, que faz parte do Arquivo Histórico do Município de Alfândega da Fé. Dois dias depois de ser entrevistada, ao regressarmos à aldeia de Pombal, dona Antónia chamou-nos e entregou-nos uma folha escrita pelo seu punho dizendo-nos: “Esqueci-me de dizer isto”.
É esse texto que hoje reproduzimos.
Agora vou falar do tempo de antes. A gente vivia com muita dificuldade, tinha de fazer muita coisa , que trabalhar muito no campo para se poder viver. A gente criava os frangos, iam-se vender a Alfândega às casas ricas e havia compradores pelas ruas.Os ovos, a gente só comia algum no dia de Carnaval ou de Páscoa, ou nas segadas, ou nas malhadas ou em dias de festa, ou quando se ia à Senhora da Assunção , à Senhora do Amparo a Mirandela , ao Santo Antão da Barca ou Santo Ambrósio ou outras mais. Era raro comer-se um frango, eram só para as pessoas ricas.
Esqueci-me de lhe dizer que nas adegas também guardávamos as batatas para se gastarem todo ano, quem as colhia.
Também me esqueci de lhe dizer que não tínhamos água em casa, tínhamos de a ir buscar bastante longe, nos cântaros de lata ou de barro, não tínhamos fogão, tínhamos de fazer lume na lareira para fazer o comer, não tínhamos frigorífico para guardar as comidas, não tínhamos micro-ondas para aquecer as comidas, não tínhamos televisão para ver o que se passava no mundo e passarmos o tempo mais alegre e não nos custar a passar o tempo. Não tínhamos electricidade em casa nem nas ruas . Em casa, as coisas que eu já nomeei, por exemplo a televisão, o frigorífico e o micro-ondas e os rádios, não podiam trabalhar, porque não tínhamos electricidade para as ligar na ficha. Agora estamos em crise, dizem na televisão, mas agora a gente é criada com mais mimos e com mais coisas boas . Aquelas pessoas que agora as podem ter, dantes não tinham dinheiro para as comprar.
Antónia Conceição Reboredo
Etiquetas:
ANTIGAMENTE,
ANTÓNIA DA CONCEIÇÃO,
TESTEMUNHO
sábado, 6 de julho de 2013
domingo, 18 de setembro de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
FONTE DO ENGARANHO
Identificação: Fonte do Engaranho
A fonte encontra-se dentro da povoação
Indicações: Abre o apetite e é digestiva (popular)
Historial: Henriques (1726), no Aquilégio cita a Corografia Portuguesa (1706) : “…há uma fonte de água quente, com virtude medicinal: porque lavando com ela os meninos enfermos de vários achaques, melhoram muitos deles”.
Acciaiuoli (1944, V) cita o Aquilégio.
Almeida (1970) depois de citar o Aquilégio, acrescenta: Realmente é conhecida, entre o povo, uma água que teve outrora grande concorrência no tratamento das crianças com «engaranho»[…]
Bibliografia Acciaiuoli 1944, Almeida 1970, Costa1706, Henriques 1726
A fonte encontra-se dentro da povoação
Indicações: Abre o apetite e é digestiva (popular)
Historial: Henriques (1726), no Aquilégio cita a Corografia Portuguesa (1706) : “…há uma fonte de água quente, com virtude medicinal: porque lavando com ela os meninos enfermos de vários achaques, melhoram muitos deles”.
Acciaiuoli (1944, V) cita o Aquilégio.
Almeida (1970) depois de citar o Aquilégio, acrescenta: Realmente é conhecida, entre o povo, uma água que teve outrora grande concorrência no tratamento das crianças com «engaranho»[…]
Bibliografia Acciaiuoli 1944, Almeida 1970, Costa1706, Henriques 1726
HISTÓRIA
A freguesia de Pombal pertence ao concelho de Alfândega da Fé, do qual dista aproximadamente seis quilómetros.
Fica situada num vale rodeada de montes. As freguesias mais próximas são: Vales (3,5 Km), Vilares da Vilariça (6 Km), Vilarelhos (6 Km) e a sede do concelho Alfândega da Fé (6 Km).
Não se sabe ao certo a sua origem. Contudo, há alguns anos, aquando da construção do campo de futebol, foi encontrado um muro que pelas suas características e espessura, se julga ter pertencido a um castro ali existente. Também se levanta a hipótese da freguesia se ter desenvolvido a partir das ruínas de uma aldeia conhecida por “Vale das Cordas”, que deu também origem à actual Aldeia de Vales.
Nesta zona existe uma fonte conhecida pelas suas propriedades medicinais. Foi muito apreciada ao longo dos tempos, pois dizia-se que as suas águas quentes curavam as doenças das crianças que aí tomavam banho.
Entre 1895 e 1898 a freguesia de Pombal pertenceu ao concelho de Vila Flor.
Fica situada num vale rodeada de montes. As freguesias mais próximas são: Vales (3,5 Km), Vilares da Vilariça (6 Km), Vilarelhos (6 Km) e a sede do concelho Alfândega da Fé (6 Km).
Não se sabe ao certo a sua origem. Contudo, há alguns anos, aquando da construção do campo de futebol, foi encontrado um muro que pelas suas características e espessura, se julga ter pertencido a um castro ali existente. Também se levanta a hipótese da freguesia se ter desenvolvido a partir das ruínas de uma aldeia conhecida por “Vale das Cordas”, que deu também origem à actual Aldeia de Vales.
Nesta zona existe uma fonte conhecida pelas suas propriedades medicinais. Foi muito apreciada ao longo dos tempos, pois dizia-se que as suas águas quentes curavam as doenças das crianças que aí tomavam banho.
Entre 1895 e 1898 a freguesia de Pombal pertenceu ao concelho de Vila Flor.
DADOS GERAIS
Área: 609 ha
População: 127 habitantes
Património cultural edificado: Igreja Matriz, Capela de Stª Marinha, Alminhas, Nichos de Stº António e de Nossa Senhora de Fátima
Festas e Romarias: Festa de Stª Marinha a 18 de Julho
Locais de lazer: Fonte de Mergulho, Paisagem Natural
Artesanato: Queijo de Ovelha
Orago: Stª Marinha
Principais actividades económicas: Agricultura, Pastorícia, Amêndoa, Olivicultura
Colectividades: Associação Recreativa e Cultural de Pombal
Gastronomia: Folar da Páscoa, borrego assado, queijo, e azeite;
Artesanato: Mastas de trapos – Cândida Borrego (com teor próprio);
Equipamentos: Campo de Futebol – no Lugar do Cabeço das Vinhas, Salão de Convívio/Festas – na Sede da Junta de Freguesia, Museu Escolar – no edifício da Escola.
População: 127 habitantes
Património cultural edificado: Igreja Matriz, Capela de Stª Marinha, Alminhas, Nichos de Stº António e de Nossa Senhora de Fátima
Festas e Romarias: Festa de Stª Marinha a 18 de Julho
Locais de lazer: Fonte de Mergulho, Paisagem Natural
Artesanato: Queijo de Ovelha
Orago: Stª Marinha
Principais actividades económicas: Agricultura, Pastorícia, Amêndoa, Olivicultura
Colectividades: Associação Recreativa e Cultural de Pombal
Gastronomia: Folar da Páscoa, borrego assado, queijo, e azeite;
Artesanato: Mastas de trapos – Cândida Borrego (com teor próprio);
Equipamentos: Campo de Futebol – no Lugar do Cabeço das Vinhas, Salão de Convívio/Festas – na Sede da Junta de Freguesia, Museu Escolar – no edifício da Escola.
sábado, 23 de julho de 2011
HERÁLDICA
Brasão: escudo de púrpura, pombal de ouro aberto do campo, entre duas pombas voantes de
prata, animadas de vermelho, bicadas e sancadas de ouro, a da sinistra voltada, em chefe e uma fonte heráldica em ponta. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «POMBAL - ALFÂNDEGA da FÉ».
Bandeira: amarela. Cordão e borlas de ouro e púrpura. Haste e lança de ouro.
Selo: nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de
Pombal - Alfândega da Fé».
prata, animadas de vermelho, bicadas e sancadas de ouro, a da sinistra voltada, em chefe e uma fonte heráldica em ponta. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «POMBAL - ALFÂNDEGA da FÉ».
Bandeira: amarela. Cordão e borlas de ouro e púrpura. Haste e lança de ouro.Selo: nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de
Pombal - Alfândega da Fé».
quarta-feira, 8 de junho de 2011
DESCRIÇÃO
A freguesia de Pombal, com os seus 132 eleitores, vive essencialmente da agricultura, sendo conhecidos os seus amendoais que, de resto fazem parte do circuito das amendoeiras em flor. Localizada na vertente sul da serra de Borres e virada para o vale da Vilariça, esta freguesia possuiu um clima bastante quente e com amplitudes térmicas muito inferiores à média do concelho, produzindo se ali boas hortaliças, azeite, figos e bastante cortiça. Desconhece se a origem da localidade, mas no local onde há cerca de duas décadas foi construído o campo de futebol, no cimo de um monte que lhe fica próximo, encontramos vestígios de um muro, cuja espessura e características de construção evidenciam a possibilidade de ali ter existido um castro. Nas proximidades, entre esta localidade e a de Vales, encontram se as ruínas de uma aldeia conhecida por "Vale das Cordas". Como veremos, ao falar dos Vales, a tradição explica que foi a partir desta localidade que surgiu a actual aldeia de Vales, mas pode igualmente levantar se a hipótese de o povoamento da zona ser ter desenvolvido do castro para esta povoação extinta e depois esta ter dado origem às duas que lhe ficam vizinhas. Realiza se uma festa em honra de Santa Marinha, a 18 de Julho.
sábado, 31 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
FONTES
Fontes:
- Fonte Maria da Fonte - Trata-se de um monumento recente, todo em pedra (2002). A sua água vem da fonte antiga da freguesia (do centro);
- Fonte do Mouro - Hoje apenas funciona como lavadouro, já não é utilizada para abastecimento de água;
- Fonte dos Engranhados - Antiga fonte de chafurdo toda e pedra, situada no centro da aldeia junto ao ribeiro.
Esta fonte tem associada uma lenda que conta que a ela acorriam crianças que não aparentavam crescimento. Aqui rezavam, bebiam água, tomavam banho e queimavam as roupas que traziam no corpo.
As crianças que a esta fonte acorriam, supostamente, começavam a “botar corpo”.
Esta fonte é bem conhecida pelo facto de em pleno inverno ter água quente.



- Fonte Maria da Fonte - Trata-se de um monumento recente, todo em pedra (2002). A sua água vem da fonte antiga da freguesia (do centro);
- Fonte do Mouro - Hoje apenas funciona como lavadouro, já não é utilizada para abastecimento de água;
- Fonte dos Engranhados - Antiga fonte de chafurdo toda e pedra, situada no centro da aldeia junto ao ribeiro.
Esta fonte tem associada uma lenda que conta que a ela acorriam crianças que não aparentavam crescimento. Aqui rezavam, bebiam água, tomavam banho e queimavam as roupas que traziam no corpo.
As crianças que a esta fonte acorriam, supostamente, começavam a “botar corpo”.
Esta fonte é bem conhecida pelo facto de em pleno inverno ter água quente.
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